Resenha? O que eu faço nesse blog

Como diz o título, irei expor aqui o que eu faço nesse meu pequeno recanto de palavras e imagens.
Cada dia que passa eu vejo o crescimento exacerbado de blogs Literários e por um lado eu acho isso ótimo, mais pessoas lendo e compartilhando seu narcisismo literário, por outro, não. Como assim? Eu explico. Muitas pessoas estão lendo seus queridos objetos de desejo e acabam não dando a devida atenção para o que escrevem sobre a obra.

Deixe-me explanar melhor. Eu, com o meu recente blog, faço Pseudo-Resenhas o que é, por sua vez, completamente diferente de Resenhar uma obra. Mas então o que seria? Eu dou a minha opinião sobre os livros e não “simplesmente” os resenho! Tenho que deixar claro que Resenha é algo que exige muita pratica e dedicação e que RESPEITA NORMAS! Resenhar é algo sério e por esse motivo sempre coloquei para quem quiser ver que o que faço não é resenhar.

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Poesia Marginal

001 - CapaCaro, pouco didático e abusivamente pequeno. Eis a minha completa falta de paciência com o dito livro.

Quando me propus a comprar o Livro “Poesia Marginal” da Editora Ática, eu esperava uma seleção melhor, com uma quantidade de páginas maior e um conteúdo mais abrangente dentro do tema! Pois bem, minha fantasia caiu por terra quando o mesmo chegou a minha residência.
Olhei, não acreditei, voltei a olhar e quase vociferei jargões desnecessários ao mundo editorial. Respirei, mentalizei o azul, cogitei fazer um Tsuru, mas deixei pra lá. (mais…)

Uma vida muito além das expectativas

Uma vida muito além das ExpectativasLer é sempre um desafio, quer seja um clássico da Literatura Mundial quer seja um Jovem Adulto ou um Romance Erótico, desses de Banca de Jornal. A leitura nos proporciona diversos prazeres, do mais egoísta ao mais puro tédio.

Cada vez que olhamos para um título, analisamos sua capa, sentindo a sua textura, cheiramos suas páginas – como só nós sabemos fazer!  – nós entramos em um estado estático, um êxtase que permanece por tempo indeterminado na nossa conturbada mente e gera deliciosos calafrios em nosso corpo. Apenas depois desses sentimentos é que nos vemos no direito de abrir a obra e começar os nossos prazeres clandestinos.  Claro, nem sempre é algo bom, quantas vezes nós, leitores assumidos, já não pegamos porcarias literárias? Eu mesmo já perdi as contas dessas obras que desperdiçam papéis! Mas quantas vezes não nos surpreendemos? Diversas! Não! Milhares de vezes! Essa é a graça da Literatura, nos transportar para mundos que são possíveis em nossa mente.  (mais…)

Bem vindo, 2013!

2012 foi um ano intenso para mim, fiz muitas amizades, tive amores, ilusões, medos. Fui humano em demasia e acho isso incrível!
Com o ano de 2012 eu tive a coragem de criar esse humilde blog, de escrever – pouco, eu sei – e passar as minhas impressões de leitura.
Devo agradecer a todos vocês por visitarem esse pequeno Porão, de entrarem em minha vida e continuarem aqui comigo.
Bora pra frente que esse ano tem muito que contar e logo-logo trago surpresas para vocês! (Sim, estou adiando faz uma vida, mas tenham calma! Por favor.)

Beijos/Abraços e Feliz ano de 2013!

Jon

Os Dançarinos

002Quadrinhos sempre foi uma das paixões da minha vida, comecei com o Mangá (A grosso modo, são historias em quadrinhos no estilo Japonês) lá na década de 90 e fui colecionando inúmeros títulos conforme os anos. Confesso que o HQ Americano não me chamava tanto à atenção no Princípio, o preço não era tão caro assim, mas as edições sempre estavam mais avançadas do que eu poderia acompanhar.

O tempo foi passando, eu fui envelhecendo e o vício foi aumentando. – sim, uma vez viciado em quadrinhos, sempre viciado em quadrinhos. – Como de costume, eu fui falindo.

Pois bem, recentemente tive o privilégio de ler o 3° livro da Coleção Sherlock Holmes da Editora Farol HQ. Pessoal, vamos confessar que em alguma fase de nossa vida nós já nos deparamos com Sherlock Holmes, pelo menos ouvir falar no nome todo mundo já ouviu. – Se tu nunca ouviste falar, me diga em que mundo tu vives! –  (mais…)

Boiando em Moçambique

Extasiado, digo eu, estar ao me deparar com as páginas de um mundo Moçambicano! Quanta coisa diferente da nossa! Quantas cores e mulheres fortes, comidas exóticas e lugares que enchem os olhos – ou a imaginação – do leitor.

Rafael Moralez é um cidadão – creio eu  – que “sobrevive” na cidade de São Paulo, gosta de muita “breja”, Rock and Roll e comidas para lá de exuberantes e vive tranqüilo na sua agitação diária.
Certo dia surge a proposta de ir até Moçambique “fazer sei lá o quê” por um tempo, sem pensar muito o guri aceita e é aí que começa a nossa diversão. (É sempre gostoso alimentar o nosso sadismo e ver como uma pessoa “sofre” ao se deparar com uma cultura e costume diferente do que está acostumada.)

O Livro nos conta o dia-a-dia de Rafael em Moçambique, o que ele come, no que ele trabalha e o que aquelas pessoas fazem para se divertir entre uma pobreza aparente. Temos várias – v-á-r-i-a-s – fotos durante o decorrer do livro, desenhos que ele mesmo fez (Até que são engraçadinhos) e opiniões sobre os quitutes regionais. Política e Educação não ficam de fora em sua abordagem muito divertida e pouco coloquial. Vale lembrar que “Boiando em Moçambique” veio primeiro em forma de blog de viagem, era uma proposta e um meio que ele achou para mostrar a família e os amigos o que ele estava passando a quilômetros de distância de sua terra natal e por isso o livro é tão interessante. Ele não está preocupado em te passar uma lição de vida ou te “educar”, o que ele quer é contar o que viu, o que bebeu (E como bebe!) e o que aprendeu com os Moçambicanos durante o seu tempo de convivência entre eles, como por exemplo essa passagem muito divertida na qual ele nos conta um “segredo” entre os nativos dessa região, imagino a face dele ao descrever isso:

“Aqui os homens tem o costume, quando são amigos de verdade, de andar de mãos dadas nas ruas, às vezes só com o mindinho… Ah, que gracinha né! Dois marmanjão com dois metros de altura cada um de mão dada, ah vá!”

Cada página se inicia com o dia, o horário e no final a música que ele estava ouvindo. É como se estivéssemos sentados ao seu lado e ele – com sua breja – bebendo e nos contando o que vivenciou por lá durante um bom tempo!
O livro é mais do que recomendado para aqueles que querem conhecer uma nova cultura sem sair de casa! Rafael – ou Rafa – Irá te contar tudo o que puder, e fazer você sentir o calor intenso que é um verão em Moçambique!

Nota :  
Onde achar: Balão EditorialLivraria CulturaTravessa.
Título: Boiando em Moçambique
Autor: Rafael Moralez
Editora: Balão Editorial
N° de Páginas: 216
ISBN: 9788563223043

O Palhaço e Sua Filha

O Palhaço e sua FilhaEu estou apaixonado, extasiado e, ao mesmo tempo órfão de um dos melhores livros que já li na minha pacata vida de leitor abandonado. Sabe aquele livro que você quer deixar de canto por longos dias só para não terminar de ler? Aquela pequena criatura que você olha com todo o amor possível, mas foge para não abraçar e dizer “eu te amo, seu lindo, agora vem pra cama comigo!”, pois bem, esse é o “Palhaço e Sua Filha” –Halide Edip Adivar (Editora Planeta Literário, 399 Páginas.)

Quando peguei o livro e olhei a sinopse vi que se tratava de uma autora Turca. Nunca havia lido nada de autores Turcos então “Why not?” seria uma experiência no mínimo interessante. Culturas diferentes, modelo de escrita diferente, nomes até então difíceis – impossíveis – de serem pronunciados. Ok, desafio aceito! Vamos ver o que o livro tem para me dar.

A história já começou assim, como quem não quer nada, meio encabulada e contida, ganhando meu coração e minhas lágrimas em algumas ocasiões de grande euforismo!
Pois bem, o livro nos conta a vida da pequena Rabia Abla, uma menina nascida em uma família extremamente religiosa, sendo sua mãe uma louca desalmada que sente grande amargura pela vida e pelo ex-marido exilado “Tevfik”; Seu avô é um homem de grande religiosidade e que repudia quaisquer praticas ligadas a alegria e ao prazer, para ele, tudo que não é vindo com dor e sofrimento, tudo que é ligado a brincadeiras infantis e divertimento vem diretamente das profundezas do inferno e devem ser cortadas de seu convívio. “São praticas Pecaminosas!”  (mais…)

Confissões de um Vira-Lata

Confissões de um Vira-LataSim, chorei, não nego e muito menos tenho vergonha de dizer isso. Confissões de um Vira-Lata foi o primeiro livro que li do Orígenes Lessa e tenho um carinho muito grande por ele. Na ocasião eu estava ajudando um gurizinho de 13 anos a entender melhor do livro e, como quem não quer nada, dei a idéia de lermos juntos a obra. – Ele morria de vergonha de fazer isso, renegou, relutou e disse com os dois pés juntinhos que não iria ler! Pois bem, fiz meu drama como um amante da Literatura e ele aceitou em incríveis 3 minutos. (claro, meu drama poderia ser digno de um Óscar, pois o guri ficou tão horrorizado comigo que logo saiu lendo a obra com um empenho de dar gosto.)-

O livro é tão bonito e mexeu tanto comigo que na época resolvi escrever essa pseudo-resenha: 

Sou vira-lata com orgulho! É sem dúvida a primeira “palavra dentro de palavras” que tenho a dizer depois de ler esse livro. Pouco é falado no mundo literário de Orígenes Lessa, saibam vocês que ele é um imortalizado da Academia Brasileira de Letras e suas obras são no mínimo fascinantes! Nasceu em Lençóis Paulistas no Estado de São Paulo, mas se mudou ainda jovem para o Maranhão junto com sua família. Romancista, jornalista, com mais de 50 obras publicadas no Brasil, participou ativamente da Revolução Constitucionalista
que acarretou mais tarde em sua prisão. Ganhou diversos prêmios literários, sendo o mais conhecido “Prêmio Carmem Dolores Barbosa” em 1956 pelo seu Romance “Rua de Sol”.   (mais…)

Enfim, ele nasce.

                Eu durmo e vivo ao sol como um cigano;
                Fumando meu cigarro vaporoso;
                Nas noites de verão namoro estrelas;
                Sou pobre, sou mendigo, e sou ditoso!

                (Vagabundo – Álvares de Azevedo)

Eis então, o primeiro post! Confesso, foi um parto e a gestação durou mais de 12 meses. A princípio fiquei
assim, sem saber o que escrever e ao mesmo tempo querendo dialogar com o mundo tudo o que tenho para falar. Por hora, deixo apenas esse pequeno e minucioso paragrafo.