3 – Estrelas

O País das Neves

004Pensei um bom tempo antes de vir até aqui e escrever essa humilde opinião para vocês, já que não é uma tarefa nada fácil falar sobre um dos autores que mais admiro no mundo literário, ainda mais com um livro que ganhou o Prêmio Nobel de 1968. – e no qual eu não morro de amores! –
Devo avisar de antemão que o livro não é ruim, e logo mais explico o porquê da minha classificação para ele.

Mas vamos com calma que a prosa vai longe. Primeiro: quem foi Yasunari Kawabata e como se deu meu amor por esse autor tão pouco conhecido aqui no Brasil?

Meados de 2009 ou 2010 eu conheci uma descendente de japoneses, que assim como eu, é apaixonada pela cultura, arte, língua, animação e – também – pela Literatura Japonesa. Até então o máximo que eu tinha contato com essa literatura era algo bem esparso, textos aqui e acolá e outras obras que meu irmão já vinha adquirindo (como Musashi, por exemplo). Eis então que surge, em uma conversa sobre literatura, o nome de Kawabata. Eu não fazia idéia de quem era e muito menos tinha a noção do quanto esse autor afetaria a minha vida de leitor! Mas voltando ao assunto, pedi indicações e ela veio com uma grata lista de obras. Foi aí então que eu li “A Dançarina de Izu”, no qual pretendo tecer minhas opiniões mais para frente – assim como opinar sobre todas as obras dele lançadas aqui no Brasil -, e minha vida mudou!  (mais…)

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A Pousada Rose Harbor

002Cedar Cove é uma cidade pacífica onde todos se conhecem e mantêm uma relação mínima de cordialidade. Seus habitantes são pessoas comuns com um nível quase incomum de alegria. Bonito, não? Seria quase um açúcar queimado se não fosse pelos “extras” de depressão e sofrimento que nossos personagens nos mostram com o decorrer da narrativa.

Primeiro devo vos avisar que “A Pousada Rose Harbor” é uma série spin-off de uma outra série – já famosa – de Debbie Macomber de nome “Crônicas de Cedar Cove”, lançadas em partes pela Harlequin Books (as capas são de sofrer, será que temos a esperança da Novo Conceito adquirir os direitos autorais e lançar aqui no Brasil com o mínimo de cuidado que a autora merece?). Se você, assim como eu, nunca teve um desses livros em mãos, fique calmo! Mesmo que alguns de seus antigos personagens apareçam nesse livro, ele pode – e deve! – ser lido sem qualquer relação com as demais obras citadas; portanto não o descarte tão fácil assim!  (mais…)

Manhã do Brasil

Manhã do BrasilO Moreno e a Morena, Jazz, muito Jazz! Narrador e a História; O Passado e o Futuro Mesclados com o Presente. E eu ali no meio me deliciando a cada nova página virada com a linda linguagem poética do Luis Alberto Brandão.

Manhã do Brasil me trouxe aquela típica sensação do retrô, do velho e do robusto, aquela sensação que surge quando visitamos uma casinha antiga, feita de barro ou de palha onde a mais simples família vive. Uma sensação tão boa que me fez sorver o livro rapidamente.

De início, um desafio: “Este livro é dedicado a Luiz Bonfá. Sugere-se que seja lido ao som de sua música, especialmente “Manhã de Carnaval”, executada pelo violão de Bonfá e o flugelhorn de Márcio Montarroyos no Disco The Bonfá Magic.”

Luis Bonfá? Márcio Montarroyos? Quem? Espera! Fiquei perdido! Vou ali no santo do Google me informar sobre essas duas figuras de quem eu nunca ouvi falar na vida! – Depois eu descubro a importância de Bonfá e Márcio na Música Brasileira e morro de vergonha de nunca ter ouvido sequer uma musiquinha deles – Tendo ouvido o tal do Bonfá eu vou atrás do tal Márcio. Parei pra ouvir seu Cd “Magic Moment” e não larguei mais. Realmente foi um Momento Mágico e ele continuou ressoando em meus ouvidos durante toda a leitura do livro! (Para ver como não sou um bom leitor e não sigo a risca o que o autor pede.)  (mais…)

Uma vida muito além das expectativas

Uma vida muito além das ExpectativasLer é sempre um desafio, quer seja um clássico da Literatura Mundial quer seja um Jovem Adulto ou um Romance Erótico, desses de Banca de Jornal. A leitura nos proporciona diversos prazeres, do mais egoísta ao mais puro tédio.

Cada vez que olhamos para um título, analisamos sua capa, sentindo a sua textura, cheiramos suas páginas – como só nós sabemos fazer!  – nós entramos em um estado estático, um êxtase que permanece por tempo indeterminado na nossa conturbada mente e gera deliciosos calafrios em nosso corpo. Apenas depois desses sentimentos é que nos vemos no direito de abrir a obra e começar os nossos prazeres clandestinos.  Claro, nem sempre é algo bom, quantas vezes nós, leitores assumidos, já não pegamos porcarias literárias? Eu mesmo já perdi as contas dessas obras que desperdiçam papéis! Mas quantas vezes não nos surpreendemos? Diversas! Não! Milhares de vezes! Essa é a graça da Literatura, nos transportar para mundos que são possíveis em nossa mente.  (mais…)

Os Dançarinos

002Quadrinhos sempre foi uma das paixões da minha vida, comecei com o Mangá (A grosso modo, são historias em quadrinhos no estilo Japonês) lá na década de 90 e fui colecionando inúmeros títulos conforme os anos. Confesso que o HQ Americano não me chamava tanto à atenção no Princípio, o preço não era tão caro assim, mas as edições sempre estavam mais avançadas do que eu poderia acompanhar.

O tempo foi passando, eu fui envelhecendo e o vício foi aumentando. – sim, uma vez viciado em quadrinhos, sempre viciado em quadrinhos. – Como de costume, eu fui falindo.

Pois bem, recentemente tive o privilégio de ler o 3° livro da Coleção Sherlock Holmes da Editora Farol HQ. Pessoal, vamos confessar que em alguma fase de nossa vida nós já nos deparamos com Sherlock Holmes, pelo menos ouvir falar no nome todo mundo já ouviu. – Se tu nunca ouviste falar, me diga em que mundo tu vives! –  (mais…)

Confissões de um Vira-Lata

Confissões de um Vira-LataSim, chorei, não nego e muito menos tenho vergonha de dizer isso. Confissões de um Vira-Lata foi o primeiro livro que li do Orígenes Lessa e tenho um carinho muito grande por ele. Na ocasião eu estava ajudando um gurizinho de 13 anos a entender melhor do livro e, como quem não quer nada, dei a idéia de lermos juntos a obra. – Ele morria de vergonha de fazer isso, renegou, relutou e disse com os dois pés juntinhos que não iria ler! Pois bem, fiz meu drama como um amante da Literatura e ele aceitou em incríveis 3 minutos. (claro, meu drama poderia ser digno de um Óscar, pois o guri ficou tão horrorizado comigo que logo saiu lendo a obra com um empenho de dar gosto.)-

O livro é tão bonito e mexeu tanto comigo que na época resolvi escrever essa pseudo-resenha: 

Sou vira-lata com orgulho! É sem dúvida a primeira “palavra dentro de palavras” que tenho a dizer depois de ler esse livro. Pouco é falado no mundo literário de Orígenes Lessa, saibam vocês que ele é um imortalizado da Academia Brasileira de Letras e suas obras são no mínimo fascinantes! Nasceu em Lençóis Paulistas no Estado de São Paulo, mas se mudou ainda jovem para o Maranhão junto com sua família. Romancista, jornalista, com mais de 50 obras publicadas no Brasil, participou ativamente da Revolução Constitucionalista
que acarretou mais tarde em sua prisão. Ganhou diversos prêmios literários, sendo o mais conhecido “Prêmio Carmem Dolores Barbosa” em 1956 pelo seu Romance “Rua de Sol”.   (mais…)