Autor: Jon

Nômade, de gostos nada luxuosos e em um constante chacoalhar literário.

Projeto – José de Alencar

Sim, você não leu errado! Vi pela vlogosfera/blogosfera um turbilhão de projetos sendo iniciados (alguns muito interessantes que, penso eu, logo inicio) e como eu tinha por meta ler mais José de Alencar esse ano, eu criei o meu próprio projeto!

Como funciona? É muito simples, tenho por aqui 22 obras do pequeno Alencar e pretendo ler todas ainda esse ano! Colocando, obviamente, minhas opiniões de leitura para cada uma delas. Criei uma página/parte especialmente para o projeto aqui no blog onde vocês podem consultar os títulos, os livros lidos e os livros a ler. Devo atualizar constantemente a área sobre o projeto, inclusive, escrever uma pequena biografia sobre esse escritor que eu tanto admiro (e amo!).

Creio que muitos de vocês ainda devem ser atormentados pela ira de vossos professores de Literatura que pediam, quase chorando, para que todos lessem Iracema. A virgem dos lábios de mel. E para grande maioria, foi um trauma, não é? Eu mesmo nunca a li nos idos tempos do colégio e agradeço muito por isso! Pois pude sorver a obra anos depois.

Não acredito que muitos me acompanhe nessa empreitada – na realidade, não estou muito na esperança que alguém vá se enveredar pela literatura Alencariana -, mas adoraria ter sua atenção daqui para frente! Pretendo expôr e quebrar esse enorme mito que José de Alencar é um autor chato. Não! Ele não o é! Pelo contrário! Leiam Lucíola e vão ver como é divertido e amargo o nosso pequeno “romântico”!

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Eis a Mel, com cara de deboche depois de derrubar minha pilha minuciosamente arrumada.

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Oh, Dear.

Olá, como vão?

Eu sei, soa horrível chegar, olhar para o nada – depois de mais de 1 ano com o blog abandonado – e falar de forma completamente despretensiosa um “olá, como vão?”. É feio, é chato, mas não sei como iniciar a prosa!
Para se ter uma leve noção, faz tanto tempo que não entro no wordpress que ele mudou tudo e eu nem sei se estou escrevendo no canto correto! É assustador como uma plataforma muda em tão pouco tempo, não? Estou pasmo! Mas enfim. Nesse mais de um ano eu acompanhei o surgimento de centenas de blogs literários – e vlogs literários – e acho isso tudo muito lindo! De verdade, a literatura ta tomando um caminho que eu chego a me indagar: Para onde vamos nós? Não importa! Mas vem cá dá a mão que eu vou é junto!
Estava na ânsia de escrever, confesso. (Viram que mudei o layout pela centésima vez?!) Apaguei vários posts que julguei desnecessário e cá estou, como um sorriso de canto de boca para vos falar: Voltei. Até quando? Não sei, não posso prometer frequência, mas posso dizer que darei o meu máximo para não abandonar esse pequeno porão às traças.

Portanto, venham cá! Acomodem suas almofadas no chão e vamos conversar! O porão está aberto e já adianto que aqui não é nenhum lugar escuro ou fétido. Há por aí – pelos cantos – algumas centenas de livros espalhados e um café sendo passado de hora em hora! Sejam bem vindos, novamente, a minha pequena casa virtual.

O País das Neves

004Pensei um bom tempo antes de vir até aqui e escrever essa humilde opinião para vocês, já que não é uma tarefa nada fácil falar sobre um dos autores que mais admiro no mundo literário, ainda mais com um livro que ganhou o Prêmio Nobel de 1968. – e no qual eu não morro de amores! –
Devo avisar de antemão que o livro não é ruim, e logo mais explico o porquê da minha classificação para ele.

Mas vamos com calma que a prosa vai longe. Primeiro: quem foi Yasunari Kawabata e como se deu meu amor por esse autor tão pouco conhecido aqui no Brasil?

Meados de 2009 ou 2010 eu conheci uma descendente de japoneses, que assim como eu, é apaixonada pela cultura, arte, língua, animação e – também – pela Literatura Japonesa. Até então o máximo que eu tinha contato com essa literatura era algo bem esparso, textos aqui e acolá e outras obras que meu irmão já vinha adquirindo (como Musashi, por exemplo). Eis então que surge, em uma conversa sobre literatura, o nome de Kawabata. Eu não fazia idéia de quem era e muito menos tinha a noção do quanto esse autor afetaria a minha vida de leitor! Mas voltando ao assunto, pedi indicações e ela veio com uma grata lista de obras. Foi aí então que eu li “A Dançarina de Izu”, no qual pretendo tecer minhas opiniões mais para frente – assim como opinar sobre todas as obras dele lançadas aqui no Brasil -, e minha vida mudou!  (mais…)

Os Caçadores de Sonhos

003“Nunca li uma obra de Neil Gaiman, mesmo sabendo quem ele é.” Era a resposta mais costumeira quando me perguntavam se havia me afundado em alguns de seus livros ou textos; confesso que não era por falta de oportunidade, pois tenho em casa pelo menos três de suas obras, mas sim a falta de interesse.

The Dream Hunters é um livro sensacional, foi escrito em 1999 e é sem dúvida uma das obras mais tocantes que eu já li. De fato encontramos Monges e Raposas pelo nosso mundão a fora, unidos por um laço fino e delicado, assim como no livro.

No começo eu não sabia o que esperar de Gaiman, mas só de olhar para as ilustrações de Amano eu me sentia incrivelmente bem, aquele traço encantador, as obras de arte que ele produz da toda uma atmosfera que o livro necessita. Essa é aquela típica parceria que casa, que se complementa e que no final nos toca de uma forma indescritível.  (mais…)

A Pousada Rose Harbor

002Cedar Cove é uma cidade pacífica onde todos se conhecem e mantêm uma relação mínima de cordialidade. Seus habitantes são pessoas comuns com um nível quase incomum de alegria. Bonito, não? Seria quase um açúcar queimado se não fosse pelos “extras” de depressão e sofrimento que nossos personagens nos mostram com o decorrer da narrativa.

Primeiro devo vos avisar que “A Pousada Rose Harbor” é uma série spin-off de uma outra série – já famosa – de Debbie Macomber de nome “Crônicas de Cedar Cove”, lançadas em partes pela Harlequin Books (as capas são de sofrer, será que temos a esperança da Novo Conceito adquirir os direitos autorais e lançar aqui no Brasil com o mínimo de cuidado que a autora merece?). Se você, assim como eu, nunca teve um desses livros em mãos, fique calmo! Mesmo que alguns de seus antigos personagens apareçam nesse livro, ele pode – e deve! – ser lido sem qualquer relação com as demais obras citadas; portanto não o descarte tão fácil assim!  (mais…)

Sobre os prazeres (ir)revelados

Convenço-me, às vezes, de que os olhos de outrem encurralam-me. Aquele doce olhar malicioso ao qual o mundo há de não resistir. Eu gosto da malícia. O jogo sujo das palavras que são bem quistas por mim e talvez por ti, que lês este maldito texto corrompido; gosto do entorpecimento selvagem que penetra os corpos… E exala perversidade. Nenhum ser é tão bom assim; porque a bondade é tão relativa quanto as minhas mãos pelo teu corpo desnudo e exaltado, e só por isso digo-te que és perverso! E se não concordas, usa da tua máscara vagabunda e venha me confrontar. Só prometa que olharás com aqueles olhos que deixam-me excitado.

Renega minhas palavras o quanto quiseres, mas durante a noite, enquanto me acompanhas em direção ao rubro luar, dirá as frases mais baixas em meus truculentos ouvidos de raposa. Sendo assim, permita-me a maledicência enquanto tentas aconchegar tua face no seio de tua cama de pedras.

Jön Klem

Descanse em Paz, Meu Amor…

001Eu estava na sexta série quando ouvi pela primeira vez o nome de Pedro Bandeira, na época ele era apenas mais um carrasco que eu deveria ler para uma futura prova de Literatura. Meu professor – que se não foi um Hippie, com toda certeza era um simpatizante do movimento! – fazia questão de nos lembrar a todo o momento do bendito livro a ser lido, às vezes com frases chamativas e que causavam grande impacto entre nós, alunos. Frases como essa: Semana que vem terá prova oral sobre a obra! Não se esqueçam de ler e estudar!

Pânico, olhares amedrontados, fuxicos baixos de maldizer. Quem era o maldito Pedro Bandeira que nós teríamos de ler?

E lá vou eu formar a minha epopéia. Eu nunca fui uma pessoa fácil de lhe dar, pegar emprestado? Jamais! Adoro bibliotecas, mas sempre gostei de ter o livro para mim. Corro para minha mãe – mães, vocês são umas lindas! – e peço com todo amor e carinho com palavras quase angelicais diferindo a seguinte frase: Mãe, escola, livro, preciso comprar, para semana que vem!
Minha mãe da um salto e ri, em seguida pede ao meu irmão para ir a um sebo comprar o livro que eu precisava.
Adendo para minha dramatização: Eu não posso ir ao sebo? Mundo injusto! Só porque fico mais de uma hora me encontrando naquele universo empoeirado! Ok eu espero ansioso ele trazer meu novo amigo livro.  (mais…)

Mudei, e agora?

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Como diz o título, eu mudei.  O que eu mudei? Quase tudo!
Como podem ver o blog está muito mais simples que o anterior. Sem cabeçalho, as letras mais distantes, menos cores. Ele ficou assim, simples, livre de parafernálias desnecessárias e só com o que importa: O Conteúdo.

Há tempos eu vinha me incomodando com o modelo anterior e dessa vez tomei a coragem necessária para mudar.
O que acharam? Gostaram? Detestaram? Está melhor para ler? Deem suas opiniões para me orientar, por favor!

Manhã do Brasil

Manhã do BrasilO Moreno e a Morena, Jazz, muito Jazz! Narrador e a História; O Passado e o Futuro Mesclados com o Presente. E eu ali no meio me deliciando a cada nova página virada com a linda linguagem poética do Luis Alberto Brandão.

Manhã do Brasil me trouxe aquela típica sensação do retrô, do velho e do robusto, aquela sensação que surge quando visitamos uma casinha antiga, feita de barro ou de palha onde a mais simples família vive. Uma sensação tão boa que me fez sorver o livro rapidamente.

De início, um desafio: “Este livro é dedicado a Luiz Bonfá. Sugere-se que seja lido ao som de sua música, especialmente “Manhã de Carnaval”, executada pelo violão de Bonfá e o flugelhorn de Márcio Montarroyos no Disco The Bonfá Magic.”

Luis Bonfá? Márcio Montarroyos? Quem? Espera! Fiquei perdido! Vou ali no santo do Google me informar sobre essas duas figuras de quem eu nunca ouvi falar na vida! – Depois eu descubro a importância de Bonfá e Márcio na Música Brasileira e morro de vergonha de nunca ter ouvido sequer uma musiquinha deles – Tendo ouvido o tal do Bonfá eu vou atrás do tal Márcio. Parei pra ouvir seu Cd “Magic Moment” e não larguei mais. Realmente foi um Momento Mágico e ele continuou ressoando em meus ouvidos durante toda a leitura do livro! (Para ver como não sou um bom leitor e não sigo a risca o que o autor pede.)  (mais…)

Skoob não Cooperando

Skoob não Cooperando
Quando resolvo acertar a minha vida com o Skoob, eis que o Skoob resolve não acertar-se comigo.

Eu aqui super querendo verificar a minha lista de livros desejados para comprar um ou outro, mas a internet e o Skoob cooperaram para que eu não fizesse compra alguma! O Bullying começa assim. Aposto que o Skoob ouviu minha mãe vociferar um: Mais livros? Vai dormir a onde se o teu quarto está sendo ocupado por eles? 

Poxa Skoob, assim você me chateia! Tudo bem que as vezes esqueço da sua presença e de marcar os livros que estou lendo, mas poxa! Impedir-me de verificar meus desejados é jogo baixo!