Poesia Marginal

001 - CapaCaro, pouco didático e abusivamente pequeno. Eis a minha completa falta de paciência com o dito livro.

Quando me propus a comprar o Livro “Poesia Marginal” da Editora Ática, eu esperava uma seleção melhor, com uma quantidade de páginas maior e um conteúdo mais abrangente dentro do tema! Pois bem, minha fantasia caiu por terra quando o mesmo chegou a minha residência.
Olhei, não acreditei, voltei a olhar e quase vociferei jargões desnecessários ao mundo editorial. Respirei, mentalizei o azul, cogitei fazer um Tsuru, mas deixei pra lá.

Vamos à saga?
Quando tomei por conhecimento a Poesia Marginal eu queria uma obra que me falasse de maneira mais aprofundada sobre o que foi o movimento, como e o porquê era realizada a sua poesia. Dei uma rápida pesquisada e achei um livro – caro! –. Pensei duas vezes em adquirir a obra, mas a nossa tão amada Estante Virtual estava vendendo o exemplar praticamente ao mesmo preço do novo. Então, fazer o que? Minha curiosidade estava atiçada, fui à Livraria Cultura – Virtual, né minha gente, aqui nem Biblioteca tem! – e o botei no carrinho. Comprei.
Dias – semanas – depois, o recebi em casa. Olhei o pacote, abri e lá estava… – A partir daqui é só ir ao começo dessa postagem e ver minha indignação –
Na tentativa de justificar o preço eu folheei as páginas. Capa sem orelha, tudo bem, é verdinha por dentro! Folhas brancas. – Ok, tem umas verdes – e apenas 6 (SEIS!) páginas falando sobre a Poesia Marginal. Fiquei putíssimo e deixei a obra de lado por uns dias e quando voltei a ler, fiquei ainda mais puto. Pois bem, a seleção não é de todo ruim – afinal, tem Ana Cristina Cesar e Paulo Leminski, que gosto muito – mas ainda estou indignado com a total falta de conteúdo! – Não das poesias, mas referencial, algo mais histórico e que pudesse me explicar de maneira abrangente o que levou esses poetas – anônimos ou não – a utilizar o Mimeógrafo e sair por aí, a margem das editoras e distribuir suas poesias em portas de Universidades, Teatros e nas Ruas.

Por fim o que de fato pôde ser aproveitado foram as referências Bibliográficas ao final da Obra. Triste? Não! Indignado! Mas aqui estou os alertando da pequena obra, como bom amigo e leitor.

Informações úteis:

  • Nota :  
  • Onde Achar: Livraria CulturaSaraiva.
  • Título: Poesia Marginal
  • Autor: Vários
  • Seleção e Organização: Fabio Weintraub
  • Denhos e Imagens: Guto Lacaz
  • Editora: Ática
  • N° de Páginas: 104
  • ISBN: 978-85-08-10108-5
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4 comments

  1. JOOOOOOOOOOOOOOOON VC VOLTOU!!! Deve ser chatissimo mesmo uma decepção dessas, tbm achei caro p 104 páginas geralmente me recuso HAHAHA ~~fora o frete que tu pagou~~ troca no Skoob vai que né…

    Curti a mudança no header e BG ficou massa, curtia o de antes porém agora ta mais amor HAHA.

    Abs 😀

    1. Eu ia recusar, mas como eu estava tão vidrado no assunto acabei dando um voto de confiança. (me lasquei por isso!) Ta certo, tem umas poesias lindas, mas não justifica de forma alguma o preço! As páginas são brancas, há apenas algumas verdes e nem orelha tem! Como eu taquei ele na compra de mais alguns (Sabe como nós somos, né? Bibliófilos… Tu me entende. Mwuahahahahaha.) eu meio que nem liguei, mas ficou salgadinho.

      Sim, voltei! sz Meu antigo PC queimou lindamente e com ele TUDO o que eu tinha escrito pro blog, quase tive um ataque – ok, eu tive um ataque -, mas o importante é que voltei.

      Eu gostava do de antes também, mas por algum motivo ele me cansava a vista (muita informação?) então resolvi deixar mais neutro para não cansar tanto assim. sz
      Obrigado pelo comentário! Logo-logo estou comentando lá no Tédio – Inclusive tenho visto alguns vídeos, que bacana! –

      Abraços! x)

  2. Posso estar enganado, mas eu não tinha visto fotos do conteúdo do livro no teu blog? Tinha passado por aqui e vi algumas fotos, e uma continha uma poesia belíssima da qual mal me recordo.

    Enfim, obrigado pelo bonitão, por ter passado no flickr e eu também vivo no Ultra-Romantismo. A Segunda Geração Romântica faz parte de mim tanto quanto os parnasianos, embora eu deteste forma, acho Olavo Bilac mais que brilhante.

    Espero que tu também não sumas – e se sumir, que seja provisório.
    Abraços,
    http://www.garotodoslivros.blogspot.com.br

    1. Não está enganado, eu as tirei. Mas tem um motivo: Elas estavam pequenas e escuras, então vou tirar outras fotos e postar em outro post por aqui com mais poesia.

      O Ultra-Romantismo é minha paixão, eu literalmente vago e pouso na segunda fase e me vejo deslumbrado sempre, foi com ele e por causa dele que eu me apaixonei pela Literatura.

      O Impressionismo está agarrado à forma como moldo a minha escrita com o passar dos anos; o Parnasianismo eu ainda não me aprofundei. Li uma ou outra obra Parnasiana, mas sempre com o intuito escolar – na época -. Voltarei um dia meu olhar para essas obras.

      Dessa vez espero não sumir, mas caso aconteça eu deixo um grande recado aqui. Mwuahahahahaha.
      Abraços! X)

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